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Como palestrar agregou na minha experiência

sexta-feira, 22 de novembro de 2019 por Jefferson Silva
Como palestrar agregou na minha experiência

Querendo palestrar ou dar uma talk, mas ainda tem receio? Está em dúvida sobre a relevância do que você tem para falar? Precisa de algumas dicas para não ser pego de surpresa? 

Nesse artigo eu compartilho algumas experiências, dou dicas e falo sobre a minha evolução depois que comecei a participar e palestrar em eventos.


1.    Todo mundo tem algo para compartilhar:


Um dos primeiros impeditivos na mente de quem está começando (ou pelo menos querendo começar) a palestrar é a dúvida: “OK, eu quero palestrar, mas o que eu tenho para falar?”.

Sempre podemos compartilhar alguma experiência ou conhecimento! Talvez algo que para você, dentro da sua jornada, tenha sido trivial, para outras pessoas pode ser relevante. Mesmo o insucesso em uma situação pode dar um norte para alguém que esteja com a mesma dificuldade que você encontrou.

Outro ponto é que, por vezes, subestimamos a importância do básico. Muitas pessoas que buscam palestras, meetups, e outros eventos, estão tendo o primeiro contato com aquele assunto. E digo por experiência que para essas pessoas, uma talk ou palestra básica pode ajudar a firmar o interesse dela pelo assunto, enquanto uma enxurrada de tópicos avançados pode gerar confusão e desmotivar. O interessante é existir um balanceamento para que todos aproveitem.

 

 
Meetup Kotlin Pixelwolf


2.   Conheça o público, suas motivações e expectativas:


Semana acadêmica, meetups, eventos empresariais, etc... Faz diferença para quem você fala? Sim! Entender a motivação de quem está te ouvindo é muito importante. 

Em eventos de semana acadêmica, por exemplo, é comum que alguns alunos estejam lá só por presença. Isso acaba por refletir na receptividade do assunto, porém não desanime e encare isso como um desafio! A ideia é se preparar e criar mecanismos para conseguir o interesse desse público.

Alunos normalmente absorvem melhor o conteúdo se trouxermos exemplos do dia-a-dia deles e com uma pegada mais informal. Citar cultura pop, referências da internet e um pouco de humor (sem exagerar) é mais efetivo em capturar a atenção do que slides infinitos com fonte Arial 12!

Já em meetups, normalmente o público tem uma motivação diferente. O fato da maioria das pessoas frequentarem os eventos após uma jornada de trabalho, já diz muito sobre o interesse delas. Ou seja, de fato estão ali buscando uma evolução profissional. Isso não significa que será um público fácil, porém o cenário é outro.

 

 
Semana acadêmica PUCPR


3.   Se prepare para eventualidades:


Imprevistos acontecem! O que podemos fazer é nos preparar e tentar mitigar ou máximo situações adversas. Aqui segue uma lista de situações e como evita-las: 

•    Nem sempre você poderá usar seu notebook para palestrar. Deixe sua palestra disponível na internet e em formatos diferentes como ppt, pdf e web. Assim você não se frustra com problemas de formatação ao converter o arquivo na hora.
•    Não espere que o local tenha os adaptadores que você precisa. Leve os seus por precaução.
•    Seguindo a dica anterior, o mesmo vale para passadores de slides e outros periféricos.
•    Não confie na internet do evento. Muitos dos locais possuem regras de firewall na rede que podem bloquear o acesso a algo que você planejou, se prepare para rotear o 4G se precisar.
•    Live coding, mesmo em uma tarefa simples, pode ser problemático. Garanta pelo menos um vídeo reserva caso algo dê errado.
•    Chegue antes. Por mais óbvio que pareça, conheça previamente o lugar que você vai falar.