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Entendendo a presença global do Azure

quarta-feira, 6 de novembro de 2019 por Jefferson Silva
Entendendo a presença global do Azure

Em outro artigo eu falei sobre as 7 principais vantagens da computação em nuvem. Nesse ponto eu utilizei uma abordagem agnóstica quanto ao provedor e me foquei nos benefícios gerais comumente oferecidos pelos principais players desse mercado.
 
Entre as vantagens anteriormente citadas, uma que sem dúvida chama bastante atenção, é a presença global dos provedores e os ganhos significativos possibilitados por esse recurso.

Nesse artigo vou decorrer sobre o assunto utilizando como exemplo a arquitetura do Azure, a plataforma de nuvem da Microsoft.

 
Microsoft - Arquitetura do Azure


1.    O Azure global: Regiões

Sempre que criamos recursos no Azure, salvo raras exceções, precisamos especificar a região onde os recursos serão alocados.

Região é uma área geográfica contendo múltiplos datacenters. Cabe ressaltar que o usuário final não escolhe um datacenter específico, apenas a região do mesmo.

Ao todo o Azure já conta com mais de 100 regiões distribuídas pelo mundo. E essa infraestrutura nos ajuda em diversos cenários como: posicionamento estratégico de recursos para diminuir a latência de um serviço, residência dos dados para conformidades legais, além de demandas específicas e modelos de redundância para recuperação de desastres.

 
Microsoft – Regiões distribuídas pelo mapa


2.    Zonas de disponibilidade do Azure

A Microsoft inviste pesado em recursos e infraestrutura de ponta, mas como qualquer outra plataforma de nuvem, o Azure não está imune a problemas.

Como em alguns casos desejamos garantir a redundância dos dados e serviços para nos resguardarmos contra falhas, o Azure disponibiliza, para algumas regiões, o recurso de zona de disponibilidade.

A Zona de Disponibilidade é um conjunto de datacenters, dentro de uma Região, com resfriamento, energia e rede independentes. Isso nos gera a possibilidade de trabalhar com recursos redundantes entre as zonas ou fixados em zonas específicas.

 
Microsoft – Modelo de Zonas de disponibilidade


3.    Pares de regiões nos serviços Azure

Em algumas situações trabalhamos com aplicações de missão crítica que não podem ser interrompidas. Mesmo em circunstâncias excepcionais, quando toda uma região fica indisponível devido à casos de desastres naturais, guerras civis, entre outros, a aplicação não deve parar.

Para atender esse modelo o Azure oferece serviços baseados em Pares de Regiões. Onde as instalações estão na mesma Geografia para atender requisitos legais e de conformidades, porém, a uma distância de pelo menos 450km de distância.

 
Microsoft – Modelo de pares de Regiões


4.   Arquitetura do Azure: Geografias

O último nível externo do modelo de arquitetura do Azure trata das Geografias. A Microsoft divide o globo em quatro áreas geográficas: Américas, Europa, Pacífico Asiático e Oriente Médio e África.

A divisão geográfica leva em consideração uma série de fatores como: limites políticos, residência dos dados, redundância e garantia de disponibilidade, entre outros, e é a base para composição de toda a arquitetura dos subníveis da plataforma.

5.    Vale a pena aproveitar a presença global do Azure?

A Microsoft tem presença global nos serviços do Azure, oferecendo uma série de recursos viáveis a partir de toda essa infraestrutura.

Porém, cuidado! Tudo isso tem um custo, seja para levar recursos para regiões mais isoladas ou para contratar serviços com modelos de recuperação de desastres, e isso pode impactar no preço final da nuvem e também na complexidade da arquitetura da aplicação. Vale uma análise de acordo com a demanda da sua empresa ou startup.

6.    Referências

Lista de regiões do Azure
Conceitos básicos do Azure

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