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Inteligência Artificial x Seres Humanos: Vamos perder nossos empregos?

quinta-feira, 28 de março de 2019 por Yasmin Coelho de Santana
Inteligência Artificial x Seres Humanos: Vamos perder nossos empregos?

Que a inteligência artificial está sempre nos surpreendendo, não é novidade. Notícias de robôs imitando padrões de comportamento humanos são recorrentes, como citou o Christian Geronasso em seu artigo sobre a Humanidade Aumentada, uma das mais famosas é o caso do algoritmo de IA chamado OBVIOUS, que criou uma obra de arte – O Retrato de Edmond de Belamy.

Para a pintura, que foi confeccionada em 2017 e vendida por R$ 430 mil dólares, OBVIOUS utilizou uma tecnologia de aprendizagem, na qual analisou cerca de 15.000 retratos pintados entre os séculos 14 e 20. E se você quer saber a equação do sucesso é fácil, basta checar a assinatura da pintura:

 


 


Robôs no nosso dia-a-dia


Sabemos que esse é um caso incrível e que apesar dos robôs do nosso dia-a-dia estarem cada vez mais desenvolvidos, em se tratando da comunicação com usuários, ainda não chegamos a esse patamar. Christian relembra que atualmente a maioria dos robôs de atendimento são cansativos, perguntando sempre os mesmos dados cadastrais ou fingindo encontrar o nosso cadastro com um barulho de teclado ao fundo.

Mas, ao que tudo indica, essa realidade vem mudando rapidamente. É esperado que em 2020 as máquinas já tenham uma grande participação na nossa vida, Heather Pemberton, especialista de consultoria Gartner, acredita que no próximo ano já teremos mais conversas com assistentes virtuais do que com nossos cônjuges (já assistiu o filme Her? Uma ótima reflexão para o assunto).

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Mas afinal, isso é um perigo? 

Pensando no lado social e interativo do ser humano talvez, afinal interagir com máquinas e deixar de lado relações humanas já tem se mostrado prejudicial em muitos aspectos. Em uma das palestras da edição do SXSW desse ano o tema foi justamente solidão (ou isolamento social). 

Se antes a solidão e seus prejuízos para, por exemplo, a expectativa de vida do ser humano, eram objetos de pesquisa voltada prioritariamente para o público da 3ª idade. Hoje, a principal faixa etária pesquisada são justamente os jovens com “seus 10.000 seguidores e nenhum amigo”.

O foco do texto de hoje não é esse, e pode até virar papo para outro dia, mas a questão principal do texto de hoje, e que tem preocupado muita gente dentro e fora da área de tecnologia é justamente o medo de que os robôs substituam os seres humanos.

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As máquinas vão substituir os seres humanos?

No artigo base para esse texto, Christian Geronasso explica que essa tentativa da máquina imitar o ser humano vai ficar cada vez mais distante e será mais fácil entender a relação de complemento entre um e outro. A diferença é inegável, nós como seres humanos tomamos decisões baseadas na emoção, algo que as máquinas não conseguirão imitar.

Então sim, alguns empregos que estão ligados a atividades repetitivas vão ser assumidos por máquinas, mas novas funções serão criadas, muitas inclusive para supervisionar essas máquinas, isso porque nada substitui a tomada de decisão feita por um ser humano.

O que resta agora, é encontrar saídas para que a população que trabalha nesses empregos facilmente automatizados tenha oportunidade de se inserir nesse novo mercado de trabalho. 
 

Fonte:

Boletim Macroeconômico

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Yasmin Coelho de Santana
Autor
Yasmin Coelho de Santana

É formada em Comunicação Organizacional pela UTFPR e trabalha com Comunicação e Marketing no Portal Curitiba TI, onde tem descoberto a cada dia uma crescente paixão pela área de tecnologia.