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Leis do UX - Parte 1

sexta-feira, 3 de maio de 2019 por Jefferson Silva
Leis do UX - Parte 1

A usabilidade está longe de ser uma ciência exata, porém a adoção de algumas práticas, exaustivamente testadas e difundidas, pode nortear o desenvolvimento de sistemas para que esses gerem uma melhor experiência aos usuários. Nessa série de artigos vou falar sobre um conjunto de regras que ajudam a melhorar a percepção de usabilidade dos sistemas.

Figura 1 - Problemas de usabilidade são minimizados com investimento estético.


1 - Efeito estético de usabilidade


Invista na aparência. Pesquisas no campo de interação humano-computador revelam que usuários geralmente percebem um produto com um design esteticamente mais agradável como um produto com usabilidade melhor. Inclusive estando dispostos a ignorar problemas menores de uso devido ao apelo visual.

 


Figura 2 - Mesmo um loading simples é melhor do que clicar e ter a sensação que nada aconteceu.

 

2 - Limite de tempo de resposta


Invista no tempo de resposta. Em artigo publicado em 1982, na IBM Systems Journal, Walter J. Doherty e Ahrvind J. Thadani defendem que um sistema deve oferecer um feedback a uma ação do usuário, mesmo que uma barra de loading, em no máximo 400 milissegundos. Isso ajuda a manter a atenção do usuário no sistema e aumentar a produtividade. Aqui uma nota histórica: o padrão proposto anterior ao do artigo era de 2 segundos.

 


Figura 3 - Componentes importantes literalmente ao alcance dos dedos.


3 - A lei de Fitts


Invista na composição. A lei de Fitts é baseada no trabalho do psicólogo Paul Fitts e trata do tempo para alcançar um alvo com base na distância e no tamanho do mesmo. 


Um botão ou outro componente difícil de clicar ou distante da área de foco do usuário impacta na percepção de facilidade de uso. Uma boa atuação nesse sentido, é o Floating Action Button do android que disponibiliza o botão principal destacado visualmente, com um tamanho baseado na ponta do polegar e posicionado próximo ao dedo da mão direita, ou seja, fácil de alcançar e clicar.

 
Figura 4 - Quantos mais escolhas, mais tempo escolhendo.


4 - Lei de Hick

Invista na simplicidade. Em 1952 os psicólogos William Edmund Hick e Ray Hyman, após experimentações, chegaram à conclusão de que o tempo que uma pessoa demora para escolher entre um conjunto de opções está diretamente relacionado a quantidade de alternativas presentes. 


Filtre as opções e não bombardeie o usuário com tantas possibilidades de escolha para não resultar no cenário onde ele sequer consegue optar por uma.


Figura 5 - Guidelines estão aí para ajudar. 


5 - Lei de Jakob

Invista na experiência já presente. Essa lei vem de Jakob Nielsen, um dos primeiros nomes que vem à cabeça quando o assunto é usabilidade. Ele defende que o uso de padrões comuns ao usuário diminui o processo de aprendizado do sistema.


Nesse sentido temos algumas guidelines como as Human Interface Guidelines da Apple e o Material Design do Google que direcionam o uso de componentes comuns aos usuários das plataformas.

 
Nesse artigo vimos algumas práticas, que se bem seguidas, podem melhorar a usabilidade dos seus sistemas. Mas elas não são as únicas, outras práticas comuns são as heurísticas de Nielsen que abordo nesse outro artigo.

 

Referências:


Laws of UX
The Aesthetic-Usability Effect
This 70s UX gem still applies today
Design principle: quick decision making

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