Busca avançada

Um programador para meu App, por favor!

quarta-feira, 30 de outubro de 2019 por Eduardo Spaki
Um programador para meu App, por favor!

Ideias são commodities, ou seja, todos têm! Muitos ficam com medo de expor sua ideia e perder a oportunidade milionária. Porém, a execução das ideias é que está além das commodities, é ela que de fato fará os ganhos virem.

Mas como garantir que um programador vai tirar a ideia do papel e conquistar os frutos da ideia inicial? Vamos entrar na mente focada de um desenvolvedor e entender como ele funciona!?

Médico e Advogado? Como são as profissões do furuto

Médico vs. Advogado

Qual mãe brasileira que não sonha em ter um filho “doutô” (Doutor, para os íntimos). É normal ouvir no Brasil, uma mãe instruindo o filho dela estudar, para virar um advogado ou para se tornar um médico.

Isso porque, socialmente falando, são profissões bem reconhecidas no Brasil, que carregam consigo o status de sucesso, ao menos financeiro… e não vou entrar no mérito do título, mas essas profissões carregam um grande impacto em seus cargos.

Mas será assim no restante do mundo?

Veja bem, na Índia o conselho das mães já muda. Lá o sonho delas é que seus filhos se tornem engenheiros (civil, elétrico, software… não importa muito) e se mudem para os EUA.
Além disso, o sucesso financeiro que os Brasileiros tanto gabam à profissão, não refletem os rankings comuns de empresas e pessoas bilionários, curiosamente sendo capitaneadas pela área de tecnologia ao redor do mundo.

Então, não se sinta menosprezado por ser um “mero geek/nerd programador”. Mas como crescer como programador?

De programador a gerente, é isso mesmo que você quer?

De Programador à Gerente

Com o cenário anterior, é comum vermos empresas brasileiras reconhecendo seus programadores e melhorando seu posicionamento através de um novo cargo: o de gerente!
Apesar desta ser a prática do RH, no meio especializado há um ditado: Ao promover um programador a gerente, você perde um bom programador e ganha um péssimo gerente.

Há inúmeros textos exemplificando e comprovando o caso pela Internet, isso porque são skillsets diferentes. Um programador investiu bastante tempo de sua carreira em estudos e formações técnicas, ferramentais etc. Virar gerente, a grosso modo, implica em jogar tudo isso fora e aprender uma profissão nova, justo na promoção… ou seja, deixa de ser um programador sênior, para ser um gerente júnior… repare como isso é antagônico.

É possível alegar que, ao longo da carreira do programador, ele aprendeu mais sobre estimativas de projetos e atividades, e ele teria condições de lidar com essas questões dentro da equipe.

Porém isso não é verdade! Se tiver condições, questione de maneira franca um desenvolvedor sênior, sobre como ele estima o esforço e prazo de atividades e se ele se sente confortável com isso. Depois, pergunte ainda se ele leva em consideração eventuais emergências, como um eventual problema de saúde, ou até mesmo o próximo feriado.

Um desenvolvedor de software experiente, pode até ter uma estimativa de prazos mais próximo do correto, mas isso é feito muito no feeling, sem muita metodologia. Além do que, ele pode até saber se o prazo de um colega faz sentido ou não, porém a verdade dele não é absoluta. Lembre-se: ele pode ser o sênior, e o colega o júnior.

Ao questionar o júnior, ele induzirá o mesmo ao erro da estimativa, afetando o projeto como todo, a carreira do júnior e a produtividade do mesmo que de fato ainda não é madura o suficiente como a dele.