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Um simples MVP

quarta-feira, 13 de março de 2019 por Eduardo Spaki
Um simples MVP

Você conhece essa técnica do “MVP”, que visa testar seu “produto/serviço” de forma mais rápida no mercado? Ele vai muito além de uma simples demo ou apenas slides em powerpoint.

Pois bem, dentro do universo do meu trabalho com tecnologia, MVP tem dois significados:

1.    Microsoft Valuable Professional: Uma nomeação concedida pela Microsoft à profissionais que contribuem para as comunidades quem envolvem suas tecnologias.

2.    Minimum Viable Product: Um produto funcional que tem o mínimo necessário para testar uma ideia.

 

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O foco nesse texto é para o segundo: O “Produto Minimamente Viável”

Imagine a seguinte situação: Você está concebendo um novo modelo de metrô/trem.

Ao invés de você captar recursos e despender muito tempo construindo uma malha completa, com linhas e estações, que tal apenas montar uma pequena linha de testes, mas que já atenda a um mercado real?

Com um software (e na tecnologia em geral) é possível adotar a mesma filosofia: Imagine que você quer fazer um sistema de recomendações de produtos baseado em inteligência artificial. Várias coisas seriam necessárias para que você possa ter uma plataforma:

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•    Cadastros
•    Login
•    Pagamento
•    O próprio mecanismo de recomendação
•    Backoffice
•    Frontoffice
•    Etc…

Nesse exemplo em específico, eu já vi criarem um MVP onde os pedidos chegavam por telefone e era validado pelos criadores, aplicando os modelos matemáticos que iriam modelar a inteligência artificial, e sim, isso é um MVP!

O seu projeto de software precisa começar complexo?

Obviamente que na tecnologia podemos focar em de fato termos o software. Então, cabe aos envolvidos pensarem: o que é realmente necessário para o software funcionar e começar a validar se a ideia funciona!?

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Então, questionamentos como: No controle de login, preciso mesmo ter um controle de avatar em um primeiro momento? Precisa ser um microservice? Precisa de uma arquitetura que suporte um milhão de transações por segundo, logo de cara?

Esse preciosismo, muitas vezes guiado pelo nosso ego, nos impedem de transformar ideias em projetos, justamente pelo esforço monumental que é necessário para implementar todas as funcionalidades que o sistema precisaria, caso fosse concluído na primeira versão, de ponta a ponta.

Algo que ajuda muito nesse processo é a POC (Proof of Concept - Prova de Conceito). Aqui na Code21 executamos várias para os mais diversos clientes. Na POC, você isola a ideia principal do software para testar. Um exemplo um case realizado por nós, onde fazíamos animações em vídeos com HTML 5 e CSS, para uma plataforma de mídia digital.

Mas e você, já pensou em como tirar sua ideia do papel? O MVP iria te ajudar?

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Eduardo Spaki
Autor
Eduardo Spaki

Arquiteto de Soluções da Code 21. Atua há 14 anos com desenvolvimento de tecnologias, tendo participado de projetos em diversos países. É especialista em softwares para a Internet e possui MBA em Gerência de Projetos. Já publicou livro e artigos na área de tecnologia e vem palestrando sobre carreira profissional, inovação e TI. Se deseja viabilizar seu software web ou mobile, migrar para nuvem ou implantar ferramentas de TI, entre em contato com ele pela Code 21.