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Leis de UX - Parte 3

segunda-feira, 1 de julho de 2019 por Jefferson Silva
Leis de UX - Parte 3

Seguindo com a parte 3 do artigo sobre leis de UX agora dou foco em práticas mais técnicas e presentes em outras áreas de conhecimento como psicologia, marketing e publicidade.

1 - Lei de Miller

Cuide dos excessos! Em geral, pessoas processam entre 5 e 9 porções de informação por vez. Isso é o que George Miller defendeu em 1956, com base em um estudo que identificava que o espaço de memória imediata e julgamento absoluto são ambos limitados a cerca de 7 informações, e que, grupos de informações mais complexos aumentam a possibilidade de confusão de julgamento.


Figura 1 - Cards utilizados para agrupar informações em grupos menores.

2 - Navalha de Ockham

Não complique o simples! A Navalha de Ockham é um princípio lógico e epistemológico, atribuído ao frade franciscano, filósofo, lógico e teólogo, Guilherme de Ockham. Esse fundamento afirma que quando apresentadas hipóteses de solução para um problema, a escolha deve ser baseada na opção com menor quantidade de pressuposições. 
Em UX a aplicação desse conceito se dá na análise de necessidade e remoção da maior quantidade de elementos possíveis sem comprometer a funcionalidade.


Figura 2 - Antes e depois: Simplificação sem comprometer a funcionalidade.

3 - Princípio de Pareto

Direcione esforços! O princípio de Pareto advém do economista Vilfredo Pareto e aponta que para a maioria dos eventos, 80% dos efeitos resultam de 20% das causas, ou trazendo para área de sistemas: 80% da atenção destinada a uma página ou aplicação é direcionada a 20% da mesma. 
Com base nisso, a aplicação em usabilidade se dá na identificação dos 20% que são o cerne focal do usuário e direcionamento dos esforços priorizando essa área.

 


Figura 3 – Entre as ferramentas disponíveis do mercado temos opções para  identificar "mapas de calor" do uso de aplicações. Com esse tipo de análise podemos focar esforços em áreas mais importantes.

4 - Princípio de Parkinson

Desburocratize sempre que possível! Em um artigo para o the Economist em 1955, o historiador naval Cyril Northcote Parkinson, apontou que o trabalho se expande de modo a preencher o tempo disponível para sua realização. Esse fenômeno ocorre com base na burocratização não controlada e impacta diretamente na produtividade. 

 
Figura 4 - A Amazon ficou conhecida por desburocratizar o processo de compra e faturar muito com isso. Um clássico da área de UX é o botão de 300 milhões de dólares.

5 - Lei de Postel

Espere comportamento humano! Esse princípio foi formulado por Jon Postel, um dos pioneiros da internet, e defende que o sistema seja liberal no que aceita e conservador no que envia. Em linhas gerais, isso basicamente propõe uma humanização das interações do usuário, transferindo para o sistema a responsabilidade de tratamento de eventos, tradução para adequação aos requisitos e feedback claro.

 
Figura 5 - Campos com máscaras humanizam formulários e transferem ao sistema a responsabilidade de tratamento

Nesse artigo vimos outras 5 leis de UX, em especial dando um foco em leis e princípios presentes em outras áreas do conhecimento. Perdeu a primeira ou a segunda parte dessa série? 
Parte 1: http://bit.ly/UX-parte1 
Parte 2: http://bit.ly/UX-parte2 

 

Referências:
Laws of UX
Design Principles for Reducing Cognitive Load
Designing with Occam’s Razor 
The 80/20 Rule in User Experience 
10 Laws of UX, design and engineering 
The $300 Million Button 
Your Website has Two Faces 

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Jefferson Silva
Autor
Jefferson Silva

Desenvolvedor de Soluções da Code 21. É formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo Centro Universitário Curitiba – Unicuritiba e pós-graduando em App Development pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Já publicou artigos na área de tecnologia e é um entusiasta do desenvolvimento mobile e de UX. Se deseja viabilizar seu software web ou mobile, migrar para nuvem ou implantar ferramentas de TI, entre em contato com a Code 21.